Festival Brasiliense da Criança e Juventude reúne novas gerações e define campeões brasilienses.
O xadrez de base do Distrito Federal teve um grande fim de semana. Nos dias 12 e 13 de setembro, foi realizado o Festival Brasiliense da Criança e Juventude – Categorias Ímpares, competição que definiu os campeões e campeãs brasilienses de suas respectivas categorias na modalidade xadrez clássico.
O torneio reuniu jovens enxadristas de diferentes níveis de experiência e mostrou, mais uma vez, a força da nova geração do xadrez brasiliense, com atletas que já acumulam participações em competições nacionais ao lado de jogadores que começam a construir sua trajetória no xadrez competitivo.
Uma parceria que fez a diferença
A realização do Festival contou com uma importante parceria com o Clube do Exército, que cedeu o espaço para a realização da competição.
A estrutura oferecida proporcionou um ambiente de excelente qualidade para a prática do xadrez, com conforto e condições adequadas para jogadores, familiares, árbitros e organização.
A parceria reforça a importância da união entre instituições para o desenvolvimento do xadrez no Distrito Federal e contribui diretamente para que as competições das categorias de base possam ser realizadas em espaços cada vez melhores.
Sub-7: velocidade de quem está descobrindo o xadrez clássico

Entre os mais jovens, a categoria Sub-7 proporcionou cenas que arrancaram sorrisos de quem acompanhava as partidas. Em alguns momentos, a velocidade dos pequenos enxadristas dava a impressão de que estavam disputando uma partida de blitz.
Mas o motivo era outro: muitos ainda estão se acostumando ao ritmo e às características do xadrez clássico, que exige mais tempo de reflexão, paciência e planejamento.
No masculino, o título ficou com Lucas Falcão. Entre as meninas, a campeã foi Valeriia Komarova.
Mais do que os resultados, a categoria mostrou o início de uma nova geração que ainda terá muito tempo para desenvolver seu jogo e ganhar experiência nos tabuleiros.
Sub-9: equilíbrio até a última rodada

A categoria Sub-9 foi uma das mais disputadas do Festival. Com jogadores que já possuem experiência em competições nacionais, o título foi decidido apenas nos critérios de desempate.
Gabriel Falcão terminou na primeira colocação, seguido por Rafael Junior e Diego Coutinho.
Um dos grandes momentos da competição aconteceu na quarta rodada, quando Gabriel e Rafael protagonizaram uma partida de aproximadamente duas horas. O confronto terminou empatado e deixou a disputa pelo título ainda mais aberta.
Os dois jogadores venceram suas partidas na última rodada e terminaram com a mesma pontuação. A decisão, então, ficou para os critérios de desempate, que deram o título a Gabriel Falcão.
No feminino, Esther Ferreira foi a grande campeã.
Sub-11: experiência nacional em uma disputa de alto nível

A categoria Sub-11 também apresentou um forte nível competitivo. Entre os participantes estavam jogadores que já possuem experiência em competições nacionais, como João Pedro, terceiro colocado no último FENAC, e Leonardo Tosetto, um dos nomes que vêm se destacando na nova geração do xadrez de Brasília.
Os dois acabaram se encontrando na penúltima rodada em um confronto decisivo. João Pedro levou a melhor e chegou à última rodada precisando apenas de um empate para confirmar o título.
A estratégia funcionou: João garantiu o resultado necessário e conquistou o título brasiliense Sub-11.
Leonardo Tosetto terminou na segunda colocação, enquanto Rafael França completou o pódio.
No feminino, a disputa também chamou atenção. As três principais jogadoras de Brasília na categoria competiram de igual para igual com os meninos.
Marina Ferreira terminou na segunda colocação geral e foi a campeã feminina, seguida por Cristal Sarah e Maria Luisa Falcão.
Sub-13: título para Luiz Vargas

No Sub-13, a experiência novamente pesou na disputa pelo título.
Luiz Vargas, que já possui participação em competições nacionais e terminou na quinta colocação do Brasileiro Escolar de 2025, confirmou seu bom momento e conquistou o título de campeão brasiliense Sub-13.
A segunda colocação ficou com Pedro Camargo, outro jogador que vem conquistando seu espaço nos torneios realizados no Distrito Federal. Apesar de ainda possuir menos experiência em competições clássicas, Pedro vem apresentando evolução e resultados importantes.
No feminino, o título ficou com Cássia Loureiro, que teve uma excelente campanha e terminou também na segunda colocação geral da categoria, um resultado que demonstra o alto nível apresentado pela enxadrista.
Sub-15: Guilherme Nogueira supera Artur Martins

No Sub-15, o título ficou com Guilherme Nogueira.
A decisão teve um confronto importante diante de Artur Martins, jogador que vem acumulando bons resultados em competições nacionais. No duelo direto entre os dois, Guilherme levou a melhor e abriu caminho para a conquista do título.
O resultado também mostra a diversidade da nova geração brasiliense: de um lado, jogadores já acostumados aos grandes torneios nacionais; do outro, enxadristas que ainda estão construindo sua experiência fora do Distrito Federal, mas que apresentam resultados expressivos no cenário local.
Sub-17: José Vargas é campeão

Fechando as categorias do Festival, José Vargas conquistou o título brasiliense da categoria Sub-17.
A competição encerrou um fim de semana marcado por disputas equilibradas, partidas longas, novos talentos e, principalmente, pela presença de uma geração que vem ganhando cada vez mais espaço no xadrez do Distrito Federal.
Um festival que vai além dos troféus
O Festival Brasiliense da Criança e Juventude mostrou que o futuro do xadrez brasiliense passa por uma base cada vez mais competitiva.
Jogadores com experiência nacional dividiram os tabuleiros com novos talentos, proporcionando confrontos importantes para o desenvolvimento esportivo de todos. Para muitos, foi mais uma oportunidade de disputar uma competição clássica; para outros, uma das primeiras experiências em um torneio dessa dimensão.
O Xadrez Nova Geração (XNG) agradece ao Clube do Exército pela parceria e pela cessão de sua excelente estrutura para a realização do evento, além de todos os jogadores, familiares, árbitros e colaboradores que contribuíram para o sucesso da competição.
Mais do que definir campeões, o Festival ajudou a construir experiências, formar jogadores e fortalecer o futuro do xadrez em Brasília.
