
Brasília conquista pódios e mostra sua força no Campeonato Brasileiro Escolar de Xadrez 2026.
O xadrez brasiliense voltou a mostrar sua força em uma das principais competições escolares do país. No último final de semana, foi realizado o Campeonato Brasileiro de Xadrez Escolar 2026, competição que reúne anualmente estudantes de todo o Brasil para definir os campeões brasileiros escolares.
A edição deste ano contou com 655 enxadristas, reunindo atletas das categorias Sub-5 até Sub-18, nos naipes masculino e feminino, representando escolas e instituições de diversas regiões do país.
Brasília esteve presente com 19 atletas e, mais uma vez, mostrou que o trabalho realizado na formação de jovens enxadristas vem conquistando espaço no cenário nacional.
Três vice-campeonatos para Brasília
Entre os grandes destaques da delegação brasiliense estiveram Lucas Falcão, Marina Ferreira e Rafael Júnior, que conquistaram o vice-campeonato brasileiro em suas respectivas categorias.

Lucas Falcão — Vice-campeão Brasileiro
Lucas Falcão voltou a colocar Brasília no pódio nacional ao conquistar o 2º lugar em sua categoria.
O resultado confirma a evolução de um dos jovens talentos do xadrez brasiliense e mostra a força da nova geração que vem surgindo nas competições do Distrito Federal. Nessa ano de 2026 o enxadristas conquistou 4 pódios nacionais nas principais competições de categorias do país (CBXE, FENAC – Recife, FENAC – Floripa).
O próximo ciclo de competições nacionais em 2027 têm tudo para ser mais um ano de consquistas para o jovem enxadrista.
Marina Ferreira — Vice-campeã após grande reação
Um dos grandes destaques da competição foi Marina Ferreira.
A brasiliense começou o campeonato com uma derrota para a outra brasiliense na categoria, Maria Falcão, resultado que poderia comprometer suas chances de lutar pelas primeiras colocações. Mas Marina reagiu de forma impressionante: venceu as cinco partidas seguintes, inclusive com vitória sobre a Mestre Nacional Giovanna Almeida e assim construindo uma sequência fantástica e terminando a competição com o vice-campeonato brasileiro na categoria Sub-11.
Uma grande demonstração de recuperação, concentração e força competitiva.
Marina Sousa, Ferreira
Rafael Júnior — Finalmente o pódio!

Depois de duas participações consecutivas chegando muito perto do pódio, Rafael Júnior finalmente conquistou seu tão esperado troféu no Campeonato Brasileiro Escolar.
Reconhecido nacionalmente por sua trajetória nas categorias de base, Rafael fez uma grande competição e terminou como vice-campeão brasileiro Sub-9 masculino.
Foram dois anos acompanhando de perto sua caminhada, vendo Rafael chegar perto, lutar até o fim e bater na trave por duas vezes. Por isso, ver essa conquista agora tem um significado ainda maior. É daqueles momentos que enchem de orgulho quem acompanha sua trajetória e torce pelo seu crescimento.
Depois de tanto insistir, trabalhar e acreditar, o pódio finalmente chegou. E chegou em grande estilo: vice-campeão brasileiro!
Parabéns, Rafael! Que essa seja apenas uma das muitas conquistas que ainda estão por vir.
Luiz Vargas: evolução e 4º lugar no Sub-13
Outro grande destaque de Brasília foi Luiz Vargas, na categoria Sub-13.
Luiz chegou à última rodada ocupando a 2ª colocação e ainda sonhava com o título brasileiro. Na rodada decisiva, enfrentou um forte jogador de Jaraguá do Sul e acabou derrotado, terminando a competição na 4ª colocação.
Apesar de não ter conseguido manter a posição no pódio, o resultado mostra evolução: Luiz melhorou em uma colocação sua campanha em relação ao ano passado, quando terminou na 5ª posição.
Quando a união faz a diferença

O Campeonato Brasileiro Escolar também deixou uma história que vai muito além dos tabuleiros.
Para que Isabela Paiva pudesse representar Brasília na competição, foi necessária a união de várias famílias. Pais de outros enxadristas se mobilizaram e se juntaram para ajudar a custear as despesas da atleta, garantindo que ela tivesse a oportunidade de participar de uma das principais competições escolares do país.
Esse gesto representa muito do que o xadrez pode construir fora das 64 casas.
Mais do que adversários nos torneios, as famílias acabam se tornando uma rede de apoio, compartilhando desafios, ajudando umas às outras e criando oportunidades para que nossas crianças possam viver experiências que, muitas vezes, seriam difíceis de alcançar individualmente.
A participação de Isabela no Brasileiro Escolar é também resultado dessa união.
Porque quando uma criança tem a oportunidade de jogar, toda a comunidade do xadrez cresce junto.
Fica aqui o reconhecimento e o agradecimento a todos os pais que se mobilizaram, contribuíram e entenderam que ninguém precisa caminhar sozinho para chegar longe.
De volta para casa com medalhas e lembranças
A classificação mostra o equilíbrio da competição e, principalmente, a presença cada vez maior dos jovens nas primeiras posições.
Vice Campeão - Lucas Falcão (SUB6)
10º Lugar - Esther Ferreira (SUB8)
5º Lugar - João Colombo (SUB8)
10º Lugar - Diego Coutinho (SUB8)
13º Lugar - Joaquim Francisco (SUB8)
Vice Campeão - Rafael Junior (SUB9)
12º Lugar - Gabriel Falcão (SUB9)
13º Lugar - Levi Aguiar (SUB9)
31º Lugar - Nino Ongaratto (SUB9)
9º Lugar - Cristal Sarah (SUB10)
23º Lugar - Samuel Avelar (SUB10)
Vice Campeã - Marina Ferreira (SUB11)
14º Lugar - Maria Falcão (SUB11)
11º Lugar - Rafael França (SUB11)
21º Lugar - Rafael Mazzochin (SUB12)
6º Lugar - Isabela Paiva (SUB12)
10º Lugar - Larissa Lyra (SUB13)
4º Lugar - Luiz Vargas (SUB13)
23º Lugar - José Vargas (SUB16)
Brasília presente no cenário nacional
Os resultados mostram que Brasília vem aumentando sua presença e competitividade nas competições nacionais.
Mais do que os pódios, a participação dos 19 atletas brasilienses representa o crescimento do xadrez do Distrito Federal.
O Xadrez Nova Geração de Brasília segue vivo, crescendo e conquistando seu espaço.
E a próxima geração já está chegando.
Atletas como Leonardo Tosetto, João Braz, Miguel Damasceno, entre tantos outros jovens que vêm se destacando nas competições do Distrito Federal, aumentam a expectativa para os próximos anos.
Quem sabe, no próximo Campeonato Brasileiro Escolar, Brasília possa não apenas aumentar o número de participantes, mas também ampliar ainda mais sua presença entre os primeiros colocados?
O futuro do xadrez brasiliense está sendo construído agora — pensar, planejar, evoluir e vencer.
